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MULHER FAZ SINAL SILENCIOSO DE SOCORRO DENTRO DE UPA E MARIDO É PRESO EM AMERICANA

Profissionais de saúde perceberam o gesto discreto feito pela paciente e acionaram a Guarda Municipal; mulher de 53 anos relatou anos de violência psicológica Um gesto feito silenciosamente durante um atendimento médico terminou com a prisão de um homem de 62 anos, na manhã desta quinta-feira (17), em Americana. A esposa dele, de 53 anos, [] O post MULHER FAZ SINAL SILENCIOSO DE SOCORRO DENTRO DE UPA E MARIDO É PRESO EM AMERICANA apareceu primeiro em Auge 1.

Profissionais de saúde perceberam o gesto discreto feito pela paciente e acionaram a Guarda Municipal; mulher de 53 anos relatou anos de violência psicológica

Um gesto feito silenciosamente durante um atendimento médico terminou com a prisão de um homem de 62 anos, na manhã desta quinta-feira (17), em Americana.

A esposa dele, de 53 anos, estava sendo atendida na UPA São José quando utilizou um sinal discreto de pedido de ajuda. Profissionais da unidade perceberam a situação e acionaram a Guarda Municipal de Americana (Gama).

A ocorrência demonstra a importância de profissionais e da própria população conhecerem formas silenciosas de pedir socorro em situações nas quais a vítima não consegue falar abertamente.

UM GESTO FOI SUFICIENTE PARA ALERTAR A EQUIPE

Segundo a Gama, a equipe foi acionada pela unidade de saúde por volta das 11h22.

Durante o atendimento, profissionais perceberam que a paciente havia realizado um gesto utilizado internacionalmente como sinal silencioso de pedido de ajuda.

O sinal ficou conhecido como Signal for Help: a pessoa mostra a palma da mão, posiciona o polegar sobre ela e fecha os outros dedos por cima do polegar. Ele foi criado como uma maneira discreta de indicar que alguém pode estar em situação de risco.

Os funcionários entenderam a mensagem e chamaram a Guarda Municipal.

MULHER RELATOU ANOS DE VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Aos agentes, a mulher afirmou estar casada com o homem há 35 anos e relatou sofrer violência psicológica praticada pelo marido há vários anos.

Segundo o relato registrado na ocorrência, no trajeto entre a residência do casal e a UPA, o homem teria dirigido diversos xingamentos contra ela.

Já dentro da unidade de saúde, a mulher encontrou uma maneira de pedir ajuda sem precisar verbalizar a situação diante do marido.

Ela permaneceu na UPA recebendo atendimento médico.

HOMEM NEGOU VIOLÊNCIA, MAS CONFIRMOU DISCUSSÃO

O homem negou ter praticado violência contra a esposa.

Ele confirmou aos agentes, entretanto, que os dois haviam discutido dentro do veículo. Também informou que o casal pretende se separar e que existem questões financeiras pendentes entre eles.

Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia.

Após analisar os relatos e demais elementos apresentados pela Guarda Municipal, a autoridade policial determinou sua prisão em flagrante no contexto de violência doméstica.

A prisão é uma medida cautelar e não representa condenação. A responsabilidade criminal será analisada no decorrer do procedimento, com direito à defesa e ao contraditório.

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA TAMBÉM É VIOLÊNCIA

O caso chama atenção porque não houve necessidade de uma agressão física naquele momento para que o pedido de ajuda fosse levado a sério.

A Lei Maria da Penha reconhece expressamente a violência psicológica como uma das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. A legislação inclui comportamentos que causem dano emocional, degradem ou controlem ações e decisões da vítima por meio de ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, insulto e outras condutas.

Além disso, o Código Penal possui o crime específico de violência psicológica contra a mulher, previsto no artigo 147-B. O enquadramento definitivo de cada ocorrência, entretanto, depende dos fatos apurados pela Polícia Civil e posteriormente da análise do Ministério Público e da Justiça.

UM PEDIDO DE AJUDA QUE NÃO PRECISOU DE PALAVRAS

A atuação dos profissionais da UPA foi determinante para que o sinal não passasse despercebido.

Situações de violência doméstica podem ocorrer justamente em contextos nos quais a vítima está acompanhada pelo possível agressor e não consegue conversar reservadamente.

Por isso, reconhecer um pedido silencioso pode abrir uma oportunidade segura para intervenção.

E há uma orientação importante: ver alguém fazendo esse sinal não significa que a pessoa ao lado deva imediatamente confrontar o possível agressor. O mais seguro é buscar uma forma discreta de verificar se a vítima precisa de ajuda e, diante de risco imediato, acionar os serviços de emergência.

No Brasil, situações emergenciais podem ser comunicadas pelo 190, enquanto o Ligue 180 funciona como Central de Atendimento à Mulher e oferece orientação e encaminhamento de denúncias.

Em Americana, bastaram alguns segundos, um gesto silencioso e a atenção de quem estava do outro lado para que uma mulher que relatou conviver durante anos com violência conseguisse finalmente dizer, sem precisar falar naquele primeiro momento:

EU PRECISO DE AJUDA.

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Fonte: Guarda Municipal de Americana (Gama); Polícia Civil; Lei nº 11.340/2006; Código Penal; Ministério das Mulheres.

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Fonte: auge1.com

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